segunda-feira, 1 de maio de 2017

Minha curtição em viagens

Nos meus passeios quando encontro figuras caracterizadas não perco tempo, pego logo a câmera e peço imediatamente para ser fotografada. Neste Brasil de meu Deus, percorri já muitas estradas, visitei muitos lugares e em cada um deles trouxe comigo fotos de montão. Tenho um acervo fantástico de fotos reveladas, apesar de ultimamente a era digital ter nos contaminado. Ninguém mais revela fotografias, coloca nas nuvens, que termo engraçado. Fico a imaginar como será esse processo? E se por acaso desaparecer das nuvens o que ficará? Para mim não é muito confiável, mas temos que nos adaptar ao mundo atual, ao mundo da tecnologia, ao mundo virtual. Entretanto, vez por outra me bate aquela saudade e retiro dos armários os álbuns e me deleito com as imagens e, dos momentos maravilhosos que marcaram minhas viagens. E foi assim, em um momento nostálgico de visitar meus álbuns, que surgiu a ideia de mostrar para vocês amigos leitores essa minha coleção de fotos caracterizadas. Acho bastante interessante a criatividade das pessoas em criar imagens pintadas de acordo com a região. Em Recife, a pintura ostenta uma carnavalesca do frevo; em Salvador. as baianas; em Caruaru, Lampião e Maria Bonita; em Campina Grande, vestes juninas; em Santa Catarina, vestes alemãs; em Beto Carrero, o faroeste etc. Mostro portanto, para vocês uma das minhas peculiaridades, uma brincadeira que me diverte nas minhas viagens. Apresento uma sugestão para os fotógrafos juazeirenses, no átrio do Santuário Basílica de Nossa Senhora das Dores e na Colina do Horto, um Padre Cícero que por sinal já vi em lojas de gráfica digital e o transformasse em um que o turista, o romeiro personalizasse o vigário do Nordeste.
Para todos um mês maravilhoso e que Nossa Mãe das Dores abençoe a todos nós.






























quinta-feira, 30 de março de 2017

Velhos costumes que não esqueço

Em uma conversa recente com minha amada irmã Analuce, citei uma frase que há anos não a escutava: “cuidado com o sereno!” Exagerei, hoje reconheço, na criação dos meus filhos. Quando crianças não os deixavam sair à noite com receio de que pegassem resfriados. E se fosse necessário sair, tinha que enrolar uma toalha ou algum pano na cabeça deles. Hoje não se vê mais isto.
Quando notava que eles estavam caidinhos, esmorecidos, recorria sempre às rezadeiras ou benzedeiras, mulheres que benziam as crianças ou mesmo pessoas adultas, com um raminho de planta, recitando algumas orações. Esse aprendizado passou de mãe para filha, de tia para sobrinha ou de parentes  bem próximos. Atualmente não encontramos mais essas mulheres, pois a modernidade fez o interesse desaparecer, não existindo mais mercado para tal costume. Será que existe ainda em algum lugar? As senhoras que cuidavam dos meus filhos: dona Maria Barros (foto ao lado), conhecida como Maria de Beato, moradora do Bairro Socorro e dona Olindina, vizinha minha da Rua Santa Rosa.

Lavadeiras de roupas.  Eis aí uma profissão muito requisitada na década de 50 e meado de 60. Nessa época, o nosso Rio Salgadinho não era poluído e tinha água suficiente. Lembro bem que dona Neném, era a nossa lavadeira, morava próxima da nossa casa, na Rua dos Passos, hoje Rua Clóvis Beviláqua, a nossa casa localizava-se na Rua São José. Chegava bem cedinho e pegava a trouxa de roupa que estava bem amarrada, e o sabão em barra  colocado dentro. O fardo era bem pesado e precisava do auxílio de alguém para colocar na cabeça dela. À tardinha, ela retornava com a roupa bem enxuta e cheirosa. O rio foi secando, a poluição tomando conta e as lavadeiras passaram a executar seus trabalhos em lavanderias públicas. Com a chegada da máquina de lavar roupas nas residências os seus préstimos foram minguando e hoje não é fácil encontrá-las. Recorre-se ultimamente às Lavanderias que já entregam as roupas lavadas e passadas.

Em uma viagem recente a São Paulo encontrei na Praça da República um senhor com uma caixa em formato de casinha e dentro uma jandaia (gasguita que só!). Mediante um pequeno pagamento ela retirava da casinha, com o bico,  um papel que lhe trazia sorte. Voltei ao tempo, e lembrei que quando criança ia às vezes à lojas Credilar de propriedade de meu pai, na Rua Santa Luzia, em frente ao Edifício M. Oliveira, na entrada do Mercado Central e lá existia um senhor que tinha um papagaio que fazia a mesma coisa. Gostava de ficar observando, e pedia para papai  comprar um ingresso para ver que surpresa o papagaio tinha para me dizer.

25 de março, dia em que se comemora a Abolição da Escravatura no Ceará, primeiro Estado a libertar os escravos no nosso País. Hoje pouco se comenta, não é divulgado e acredito que nas escolas talvez não se mencione mais tal fato. Na minha época, as escolas comemoravam e era até feriado. Os tempos mudaram, a evolução assediou e extinguiu os nossos valores e o que se enquadra e se divulga é só corrupção e tragédias. Fatos que nos orgulham são ultrapassados.

Visitando a Colina do Horto em um desses dias, descobri por acaso um senhor debaixo de um guarda-sol com um chifre de boi bem enfeitado pendurado no pescoço contendo torrado, conhecido também como rapé. Imediatamente surgiu em minha memória a figura irreverente do mais famoso vendedor de torrado da nossa cidade. Ele passava no comércio, precisamente nas principais ruas, como Rua São Pedro, São Paulo, Santa Luzia e Alencar Peixoto, ostentando um enorme chifre de boi, tendo no seu interior o famoso torrado perfumado com essências de hortelã, mentol ou eucalipto. Acredito que poucas pessoas atualmente se utilizam dessa meizinha, que tinha como objetivo fazer com que a pessoa espirrasse. 
A todos os leitores desta Coluna desejo uma Feliz Semana Santa. Aguardo notícias ou comentários de vocês. Paz e Bem!         

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Bodas de esmeralda, 45 anos de um feliz casamento

Em 09 de fevereiro de 1972, na Matriz de Nossa Senhora das Dores, foi celebrado o nosso matrimônio pelas abençoadas mãos sacerdotais de Padre Murilo de Sá Barreto. Numa cerimônia muito simples, com pouquíssimos convidados, nos tornamos marido e mulher para vivermos o amor. Como diz no Evangelho: “O homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne'. Assim, eles já não são dois, mas sim uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, ninguém o separe". E neste viver, o amor - a meta principal de nossas vida - já conseguimos chegar aos quarenta e cinco anos de comunhão de pensamentos, de trocas e renúncias, de dedicação e parceria. De nossa união nasceram dois filhos e os educamos com muito amor, disciplina e obediência, marcas registradas da educação que aplicamos. Hoje, agradecemos a Deus os filhos que temos. São homens de bem, que exercem suas profissões com responsabilidade e honestidade. Isso é motivo de orgulho para nós. Assim, amigos e leitores, elenco a seguir fotos do nosso casamento; das bodas de porcelana, 20 anos; bodas de prata, 25 anos; bodas de pérola, 30 anos; bodas de coral, 35 anos; bodas de rubi, 40 anos e a de hoje, bodas de esmeralda, 45 anos. Que a graça divina continue sendo derramada sobre a nossa união nos fortalecendo e nos guiando para o amor a Deus, o nosso Criador. 
 

  








Bodas de Prata na Capela de São Vicente


 
Bodas de Pérola - 30 Anos

Bodas de Coral  - 35 Anos

Bodas de Rubi - 40 Anos