domingo, 16 de julho de 2017

Marcos, o vendedor de estrume

Marcos e sua burrinha Branquinha
Em um dia desses, vindo da missa matinal da Abadia de Nossa Senhora da Vitória, percebo uma pessoa acenando para mim. Baixo o vidro do carro e reconheço o rapaz que me vendia estrume quando morava na Rua Santa Rosa, José Ferreira de Araújo, mais conhecido por Marcos. Paro o carro, cumprimento-o e ele muito sorridente oferece a mercadoria que leva na carroça. Estrume ensacado em vários tamanhos. Peço que me acompanhe, pois encontro-me já bem próxima de minha casa. E assim ele fez. Entro em casa e peço-lhe que entre para avaliarmos a quantidade que vou precisar para adubar muito bem a grama e as flores. Antes, noto que ele para o animal com delicadeza e amarra-o no pé de Nim que tenho na frente da casa. Fiquei intrigada e comentei com ele: "Você parece que cuida bem direitinho do seu bichinho". 
Ele olhe pra mim e responde rindo: "Ah! É verdade, tenho duas burrinhas, esta chama-se Branquinha ou Boneca e a que está lá em casa, chama-se Morena. No local do depósito do estrume, tem o cercado delas, com árvores e as cocheiras com água e a comida. A primeira tarefa que faço quando levanto é colocar a água e a comida das bichinhas". 
Continuei a conversa e ele disse: "Estou contando que vai me comprar a mercadoria toda, e a Boneca vai pra casa sem peso nenhum". Respondi: "Marcos, meu jardim não é tão grande, o que você carrega na carroça é demais". 
Pedi-lhe que espalhasse na grama os sacos que negociei e quando finalizou o trabalho, fiz-lhe a seguinte pergunta: "Marcos, você se incomoda que eu escreva sobre o seu trabalho e sobre a maneira como você trata os seus animais, porque me entusiasmei com a sua maneira de ser". 
Ele perguntou: "Como assim?". 
Expliquei o que pretendia escrever, contar a sua história. Como iniciou esse trabalho e quem o incentivou. Muito feliz, ele respondeu: "Claro, pode contar. Comecei desde pequeno, com quatro anos apenas a acompanhar o meu pai, Augusto Tomás Ferreira, na sua lida de carroceiro. Ele sempre trabalhou com animais. Nasci no Sítio Caboclo em Aurora. No ano de 1989, meu pai resolveu se mudar para Juazeiro. Em 1996, ele recebeu uma herança de sua mãe e comprou uma casinha na Rua Estelita Silva, bairro Limoeiro. O seu trabalho com a carroça era pegar frete de lojas e de depósitos de construção. As coisas começaram a minguar e ele desanimado pensou em desistir da profissão. Conformei-o dizendo: Pai, quando o senhor chegar à tarde, vou dar uma voltinha para ver se consigo algum frete de entulho, quem sabe! Vou tentar. E assim fiz. Sempre pegava o animal quando ele chegava e dava uma volta pelas redondezas e oferecia para os moradores o meu serviço, quando via lixo e restos de material de construção. Um certo dia, Deus iluminou o nosso caminho. Uma senhora muito educada aceitou que retirasse o entulho da sua porta e me pagou R$3,00 (três reais), fiquei muito alegre. E quando ia me retirando, ela perguntou se eu podia arranjar um saco de estrume, pois estava precisando para colocar no seu jardim. Respondi que ia dar um jeito. Cheguei em casa e falei para meu pai o que a senhora pediu. Meu pai foi em uma vacaria próxima e ganhou do proprietário três sacos. Levei o da senhora e os outros dois, vendi. Daí por diante não foi necessário pegar frete, tomei a responsabilidade de vender estrume. Resolvemos da seguinte maneira. Pai, o senhor pega o estrume na vacaria, coloca no sol para curtir, molha bem. E eu me encarrego de ensacar, pesar, amarrar e passar nas ruas vendendo. Foi um tiro certo. Fiz a freguesia, já sou bem conhecido. Meu pai querendo diminuir o meu trabalho propôs, que vendesse em um carro de caçamba, respondi pra ele: Não, pai foi com os bichinhos que conseguimos vencer e progredir. O carro é para passeio e houver uma necessidade. Branquinha e Morena vão continuar nos ajudando". 
Que Deus conserve vocês sempre assim e que este exemplo de cuidar e zelar bem os animais seja seguido. Prosperidade Marcos e sucesso. 
Quem quiser comprar estrume a Marcos eis os contatos: 88 999367091 ou 88 988565367
Marcos e sua mãe, Teresinha  Maria do Sacramento
  

Marcos e seu pai

Morena em seu recanto

sábado, 24 de junho de 2017

Noite de São João, nos anos 60 e 70

















Passando por estes dias no Parque Ecológico das Timbaúbas com as barracas de fogos de artifício bem enfeitadas me veio à memória o tempo de minha infância com as fogueiras preparadas no meio da rua. Naquela época o calçamento da rua em que morava, Rua São José, era de paralelepípedo, não existia proibição em acender fogueiras. No soar das 18 horas, a noitinha chegando, era o momento de acender as fogueiras. Os fogos a pipocar, sinal de que as brincadeiras podiam começar. As crianças se espalhavam alegres para soltar chuvinhas, traque de salão, rabo de saia, e os mais velhos soltavam fogos, vulcões e as famosas bombas escondidas debaixo de latas. O motivo era para provocar um estrondo maior, ensurdecedor que até assustava. As ruas ficavam enfeitadas com bandeirolas e o clima era de muita alegria. A maior parte das casas ostentavam suas fogueiras; umas grandes, outras menores, mas o prazer dos moradores era sentar nas calçadas, juntar a família e participar das brincadeiras, simpatias e adivinhações. As poucas casas que não acendiam as fogueiras homenageavam o Santo precursor de Jesus com uma velinha ou um candeeiro na frente da casa. Balões enfeitavam os céus, o colorido mágico voando e subindo até desaparecer. Era um dia muito especial, em que nós crianças podíamos dormir um pouco mais tarde, depois de muita diversão, de muita comilança. Não podiam faltar a batata doce assada na fogueira, o famoso pé-de-moleque, cocada, amendoim, milho assado e cozido, pamonha. Gente, pense na misturada de comidas, mas não faziam mal, porque estávamos sob a proteção do santo. Cito algumas adivinhações e simpatias que costumávamos brincar com as amigas ao redor da fogueira. Na noite de 23 se enfiava uma faca nova e nunca usada no caule de uma bananeira. Na manhã seguinte ao retirar a faca a letra que ali aparecia era a inicial do futuro noivo ou noiva, Pessoas mais experientes que nos contavam. Escrever o nome de possíveis pretendentes em papeizinhos pequenos e colocá-los numa bacia com água, o nome que amanhecer aberto é o do noivo ou noiva.  Perto da meia-noite, na véspera do dia 24, se enchia uma bacia com água e se olhava para dentro se não aparecesse o rosto era morte certa ainda nesse ano. E o medo, ninguém se atrevia a fazer esta adivinhação. Muitas ilusões acalentadas nessas noites de festejos juninos. Preciso lembrar dos batismos acontecidos ao redor das fogueiras. As amizades e afetos se consolidavam através do apadrinhamento, madrinhas e afilhados e comadres. O batizado acontecia assim: ambos seguravam um pedaço de lenha da fogueira e colocavam no chão para queimar, em seguida ficavam postados ao lado da lenha de mãos dadas e diziam três vezes os seguintes dizeres ‘São João disse, São Pedro confirmou que vamos ser comadre que Jesus Cristo mandou”. E a mesma oração se dizia com relação ao afilhado. Tenho até hoje madrinhas de São João e o hábito de chamá-las de madrinha nunca deixei. Associo também nessas lembranças as famosas quadrilhas do casal Zuíla e Alberto Morais, em sua residência, localizada nas Malvas, antigamente denominava-se assim esse logradouro, hoje é mais comum, Av. Dr. Floro. E as quadrilhas do Instituto Gonzaga promovidas pelos padres administradores, padre Manoel Germano, conhecido por padre Noé, e padre Antônio Germano. As barracas típicas enfeitadas com palhas de coqueiro e nas mesas toalhinhas de xadrez. Participei um ano dessa
5 quadrilha. O encontro dos participantes foi em frente ao Colégio Mons. Macêdo e partimos em cima de carroças. O cortejo de carroças enfileiradas até o Instituto Gonzaga, localizado na Av. Leão Sampaio. Como foi bom! A noiva dessa quadrilha foi Luzia Freire, hoje professora aposentada. Posteriormente com o fechamento do Colégio, o prédio foi vendido para um grupo de médicos que fundaram o Hospital Santo Inácio. Funcionou por muitos anos, e hoje já não existe. As tradições, os folguedos pitorescos estão desaparecendo, o espírito de fantasia, de mitos precisam ser preservados. Que não deixemos que o tempo nos furte e destrua os nossos costumes e tradições. E Viva Santo Antônio, e Viva São João e Viva São Pedro!
Bons festejos! 
Fotos da feira de fogos do Parque Ecológico





domingo, 28 de maio de 2017

Os pombos do Santuário de São Francisco em Juazeiro e os pombos da cidade de Veneza

Sempre às quartas-feiras, cedinho, no horário de 6h, participo da celebração da Santa Eucaristia no Santuário de São Francisco, no bairro Franciscanos. E, em um desses dias, encontrei uma amiga, Corrinha, jogando milho para os pombos que se abrigam nas torres do Santuário.  O número é mínimo em relação ao que presenciei em Veneza. Ah! Lembrei imediatamente de Veneza. E ainda mais me fez lembrar da inesquecível viagem que fiz à Europa, em uma excursão no ano de 1998. Essa excursão foi programada por nosso inesquecível e querido amigo, padre Murilo de Sá Barreto, em comemoração ao centenário da celebração da Santa Missa na Igreja de São Carlos Al Corso, em Roma, pelo Padre Cícero Romão Batista em 06 de outubro de 1898. A empresa contratada, Rainha da Paz Peregrinações, foi a responsável por levar 43 pessoas, a maior parte dos peregrinos de nossa cidade, Juazeiro do Norte, alguns de outras cidades próximas e até de nossa capital, Fortaleza. Minhas lembranças surgiram ao ver a revoada de pombos descendo do telhado da igreja e vindo recolher a comida. Vendo esta cena lembrei de um fato interessante que aconteceu comigo em Veneza, na Piazza San Marco, Praça São Marcos onde está edificada a Basílica de São Marcos, onde abrigava milhares e milhares de pombos em suas torres e também ao redor da praça. Muitos vendedores no entorno vendiam a comida predileta deles, milho em saquinhos, que eles costumam chamar de grãos. Caí na besteira de comprar alguns saquinhos para jogar para eles. Inesperadamente fui surpreendida com as picadas dos danados na sacola que segurava. Fiquei apavorada, na hora pensei com os meus botões: serei devorada por eles. Uma amiga que tinha recebido a incumbência de me fotografar, assim o fez. Logo em seguida, soltei a sacola e pernas pra que te quero. Fugi, e o coração a mil por hora, que medo grande. Entretanto nos dias de hoje já não se encontra a velha tradição dos turistas de dar comida aos pombos na praça quase já não existe os pomposos e traquinas pombos , isso porque entrou em vigor uma ordem municipal desde 2008 que proíbe à venda de grãos para as aves. A proibição aconteceu depois de estudos apontarem como responsáveis por danos ao patrimônio histórico da cidade, como problemas higiênicos e sanitários emporcalhando à cidade: além do mais, podem transmitir várias doenças à população, sem contar com o custo financeiro que causa a limpeza e restauração dos monumentos que sujam. É uma pena e ao mesmo tempo foi uma medida que muitos acharam drástica, mas necessária para o bem de todos e principalmente para os moradores.
Um sonho que acalentei durante muitos anos era visitar Veneza com o meu amado, Daniel e fazer o passeio de gôndola juntos. Porém, não foi possível nesta excursão, porque essa viagem ocorreu no período letivo e como ele exercia o magistério como professor no Colégio Moreira de Souza durante o dia e à noite na Urca, na cidade do Crato, não tinha a menor condição de ausentar-se por um período de um mês. Então, pensei comigo mesma, levarei uma fotografia nossa e no momento do passeio, posarei para uma foto exibindo nossa foto. E assim o fiz, tendo como testemunhas, Ione Rocha, Beatriz Cavalcante e Lúcia. O fotógrafo já previamente contratado foi o nosso amigo Renato Casimiro. No ancoradouro das gôndolas muitos turistas pararam para apreciar um venturoso passeio que eu estava prestes a fazer segurando a foto do meu marido amado.
Leitores que costumam tirar um pouco do seu tempo para ler as minhas postagens de fatos, de histórias engraçadas, de pessoas, de coisas de nossa cidade, fiquem ligados, porque amo soltar minha imaginação e levá-los a alegrias e descobertas das minhas aventuras nas viagens e dos comentários ou artigos que vez por outra apresento para vocês.
Os festejos juninos estão chegando, um Feliz São João para todos!


Eu e os pombos na Praça de são Marcos em Veneza

 Os pombos nos Franciscanos em Juazeiro


segunda-feira, 1 de maio de 2017

Minha curtição em viagens

Nos meus passeios quando encontro figuras caracterizadas não perco tempo, pego logo a câmera e peço imediatamente para ser fotografada. Neste Brasil de meu Deus, percorri já muitas estradas, visitei muitos lugares e em cada um deles trouxe comigo fotos de montão. Tenho um acervo fantástico de fotos reveladas, apesar de ultimamente a era digital ter nos contaminado. Ninguém mais revela fotografias, coloca nas nuvens, que termo engraçado. Fico a imaginar como será esse processo? E se por acaso desaparecer das nuvens o que ficará? Para mim não é muito confiável, mas temos que nos adaptar ao mundo atual, ao mundo da tecnologia, ao mundo virtual. Entretanto, vez por outra me bate aquela saudade e retiro dos armários os álbuns e me deleito com as imagens e, dos momentos maravilhosos que marcaram minhas viagens. E foi assim, em um momento nostálgico de visitar meus álbuns, que surgiu a ideia de mostrar para vocês amigos leitores essa minha coleção de fotos caracterizadas. Acho bastante interessante a criatividade das pessoas em criar imagens pintadas de acordo com a região. Em Recife, a pintura ostenta uma carnavalesca do frevo; em Salvador. as baianas; em Caruaru, Lampião e Maria Bonita; em Campina Grande, vestes juninas; em Santa Catarina, vestes alemãs; em Beto Carrero, o faroeste etc. Mostro portanto, para vocês uma das minhas peculiaridades, uma brincadeira que me diverte nas minhas viagens. Apresento uma sugestão para os fotógrafos juazeirenses, no átrio do Santuário Basílica de Nossa Senhora das Dores e na Colina do Horto, um Padre Cícero que por sinal já vi em lojas de gráfica digital e o transformasse em um que o turista, o romeiro personalizasse o vigário do Nordeste.
Para todos um mês maravilhoso e que Nossa Mãe das Dores abençoe a todos nós.






























quinta-feira, 30 de março de 2017

Velhos costumes que não esqueço

Em uma conversa recente com minha amada irmã Analuce, citei uma frase que há anos não a escutava: “cuidado com o sereno!” Exagerei, hoje reconheço, na criação dos meus filhos. Quando crianças não os deixavam sair à noite com receio de que pegassem resfriados. E se fosse necessário sair, tinha que enrolar uma toalha ou algum pano na cabeça deles. Hoje não se vê mais isto.
Quando notava que eles estavam caidinhos, esmorecidos, recorria sempre às rezadeiras ou benzedeiras, mulheres que benziam as crianças ou mesmo pessoas adultas, com um raminho de planta, recitando algumas orações. Esse aprendizado passou de mãe para filha, de tia para sobrinha ou de parentes  bem próximos. Atualmente não encontramos mais essas mulheres, pois a modernidade fez o interesse desaparecer, não existindo mais mercado para tal costume. Será que existe ainda em algum lugar? As senhoras que cuidavam dos meus filhos: dona Maria Barros (foto ao lado), conhecida como Maria de Beato, moradora do Bairro Socorro e dona Olindina, vizinha minha da Rua Santa Rosa.

Lavadeiras de roupas.  Eis aí uma profissão muito requisitada na década de 50 e meado de 60. Nessa época, o nosso Rio Salgadinho não era poluído e tinha água suficiente. Lembro bem que dona Neném, era a nossa lavadeira, morava próxima da nossa casa, na Rua dos Passos, hoje Rua Clóvis Beviláqua, a nossa casa localizava-se na Rua São José. Chegava bem cedinho e pegava a trouxa de roupa que estava bem amarrada, e o sabão em barra  colocado dentro. O fardo era bem pesado e precisava do auxílio de alguém para colocar na cabeça dela. À tardinha, ela retornava com a roupa bem enxuta e cheirosa. O rio foi secando, a poluição tomando conta e as lavadeiras passaram a executar seus trabalhos em lavanderias públicas. Com a chegada da máquina de lavar roupas nas residências os seus préstimos foram minguando e hoje não é fácil encontrá-las. Recorre-se ultimamente às Lavanderias que já entregam as roupas lavadas e passadas.

Em uma viagem recente a São Paulo encontrei na Praça da República um senhor com uma caixa em formato de casinha e dentro uma jandaia (gasguita que só!). Mediante um pequeno pagamento ela retirava da casinha, com o bico,  um papel que lhe trazia sorte. Voltei ao tempo, e lembrei que quando criança ia às vezes à lojas Credilar de propriedade de meu pai, na Rua Santa Luzia, em frente ao Edifício M. Oliveira, na entrada do Mercado Central e lá existia um senhor que tinha um papagaio que fazia a mesma coisa. Gostava de ficar observando, e pedia para papai  comprar um ingresso para ver que surpresa o papagaio tinha para me dizer.

25 de março, dia em que se comemora a Abolição da Escravatura no Ceará, primeiro Estado a libertar os escravos no nosso País. Hoje pouco se comenta, não é divulgado e acredito que nas escolas talvez não se mencione mais tal fato. Na minha época, as escolas comemoravam e era até feriado. Os tempos mudaram, a evolução assediou e extinguiu os nossos valores e o que se enquadra e se divulga é só corrupção e tragédias. Fatos que nos orgulham são ultrapassados.

Visitando a Colina do Horto em um desses dias, descobri por acaso um senhor debaixo de um guarda-sol com um chifre de boi bem enfeitado pendurado no pescoço contendo torrado, conhecido também como rapé. Imediatamente surgiu em minha memória a figura irreverente do mais famoso vendedor de torrado da nossa cidade. Ele passava no comércio, precisamente nas principais ruas, como Rua São Pedro, São Paulo, Santa Luzia e Alencar Peixoto, ostentando um enorme chifre de boi, tendo no seu interior o famoso torrado perfumado com essências de hortelã, mentol ou eucalipto. Acredito que poucas pessoas atualmente se utilizam dessa meizinha, que tinha como objetivo fazer com que a pessoa espirrasse. 
A todos os leitores desta Coluna desejo uma Feliz Semana Santa. Aguardo notícias ou comentários de vocês. Paz e Bem!