domingo, 3 de novembro de 2013

Gratidão

Tenho muitos e muitos motivos para dizer que sou uma pessoa agraciada por Deus. Apesar de muitos janeiros que já passaram em minha vida, ainda carrego comigo o sorriso, o desejo de ajudar quem precisa, a busca de novas amizades, o sentimento de acolhimento e minha fé cada vez mais solidificada. E por todos esses motivos reconheço que tenho que agradecer a Deus. Agradecer aos meus familiares por me fazerem felizes. Agradecer aos meus amigos pelo carinho que me dispensam. Um acontecimento que vem acontecendo desde o ano de 1995, ano em que me afastei da Escola Maria Amélia, onde exerci por 19 anos o cargo de vice-diretora do turno noturno. Meus colegas, diretores, professores e funcionários não me esqueceram. Surpreenderam-me naquele ano com uma festa surpresa no dia do meu aniversário. Trouxeram lanche, refrigerante e presentes, um sinal bem evidente de que me consideravam. Todos os anos esses amigos (que já foram colegas) nunca mais deixaram de me parabenizar no dia do meu aniversário. O telefone começa a tocar a partir de 6h e se prolonga até às 23h. Durante todo dia a peregrinação é grande em minha casa. À tarde a concentração é maior porque reúne uma turma mais numerosa, é o momento do reencontro, das novidades, dos abraços. Uma pequena pausa para a leitura de uma mensagem que preparo com antecedência para entregar para todos os presentes e os ausentes como forma de agradecimento por não se tornarem ausentes de minha vida. Interessante é que ao se aproximar o mês de outubro os amigos se comunicam com a mais afinada da turma que é Maroni perguntando como será a comemoração? O que estabeleci como presente? E se vai ser comemorado no dia mesmo?  A partir daí o alvoroço é grande. Todos antenados para o encontro festivo anual. O maravilhoso de todo esse acontecimento é o fortalecimento dos laços de amizade, que nos dias atuais com o avanço da internet, o abraço, o aperto de mão, a conversa olhos nos olhos têm desaparecido assustadoramente. O que assistimos diariamente é a procura do amigo virtual. Não resta dúvida que é mais uma forma de intensificar a amizade, mas substituir o calor humano é cruel, é inadmissível. Para o conhecimento dos apreciadores desta Coluna, a comemoração do meu aniversário é um fato pitoresco, Daniel costuma dizer que é folclórico porque se comemora antes, durante e depois, já fazem é gozação. Meu irmão, primos, afilhados, compadres e outros amigos já se agregaram a esse grupo da Escola Maria Amélia e participam dessa minha alegria no dia em que celebro o dom da vida. Este ano a comemoração foi mais intensa, minhas netas me fizeram a maior surpresa colocaram cartazes em vários lugares da casa: na mesa, na cozinha, na copa e ainda uma linda cartinha. Que emoção! E a vontade de chorar, grande, mas me controlei. Em um dado momento a Heloísa, minha neta mais velha, perguntou: “Vovó você tem muitas amigas? – Respondi: “Sim, minha bonequinha, não só amigas, como amigos também. Vovó tem uma amiga que já comemorou bodas de ouro de amizade. É Tereza Fátima Bezerra, minha colega do Ginásio Mons. Macedo quando ainda estávamos no Ginásio”. E é assim o cultivo que faço das minhas flores, que são meus amigos, procuro regá-los com mensagens enviadas pelos Correios, telefonemas para dar somente um alô e o abraço bem afetuoso de quando os encontro por acaso.
Um lembrete prezados leitores, não deixem a amizade morrer pela falta de tempo, pelo medo de sair de casa, ou de até uma certa displicência. Os amigos do peito, amigos do coração devem ser eternos.
Uma abençoada semana regada de muito carinho!