quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Uma viagem para iluminar o espírito e que me levou a várias descobertas
"Viajar é esvaziar a mente, limpar a alma e voltar pronto para olhar o mundo de outra forma".
Janeiro é um mês propício para recarregar a bateria, revigorar o ânimo para enfrentar com sabedoria o novo ano. E nada melhor do que investir numa viagem. Como dizia Mário Quintana: "Viajar é mudar a roupa da alma". Sempre tivemos este propósito. Quando os nossos filhos eram pequenos nas férias escolares sempre íamos para a casa de minha mãe em Fortaleza ou alugávamos casa na praia. Família reunida, que bênção! Hoje, as nossas férias podemos gozá-las diariamente porque já somos aposentados e nossos filhos já casados têm suas predileções e a sua própria família. Então, o que fazemos? Procuramos fazer o que nos dá prazer e alegria. E viajar é um dos nossos melhores prazeres. Recentemente visitamos em Recife a Oficina Brennand, de Francisco Brennand “Mestre dos Sonhos”. Nasceu em Recife em 1927. Em 1971, o artista iniciou uma obra fenomenal nas ruínas de uma olaria de propriedade de seu pai. Em 34 anos de trabalho intenso conseguiu criar um extenso conjunto arquitetônico de esculturas gigantescas em cerâmica. Visitamos também o Instituto Ricardo Brennand, de propriedade de Ricardo Brennand, inaugurado em 2004. Reúne objetos históricos e artísticos de diversas procedências, pinturas de pintores famosos, além do acervo de armas e armaduras medievais, considerado o maior do mundo neste setor. Além dos jardins e castelos de belezas estonteantes. É uma verdadeira viagem no tempo. Recomendo a todos uma visita a estes locais. De Recife partimos para Caruaru, e  lá, na famosa feira consagrada na música de Luiz Gonzga encontrei o seu Valmir que me fez recordar o tempo da feira do Juazeiro, nos sábados, localizada nas Rua São Pedro e Santa Luzia, onde encontrávamos uma barraca com a tradicional raspadinha, gelo raspado e colocado dentro do suco. O meu predileto era de abacaxi, mas tinha de goiaba, maracujá, morango. Não me contive e pedi ao seu Valmir permissão para fotografá-lo. Seguimos para Garanhuns, cidade que gostamos muito e que a visitamos com bastante frequência. Visitei a Catedral de Santo Antônio e tive a alegria de passar pela Porta Santa da Misericórdia no estado de Pernambuco pela primeira vez. Emoção grande! Pé na estrada novamente e o destino foi Triunfo, cidade pequena  mas que encanta. Casas antigas, mas bem cuidadas. Pessoas educadas e atenciosas acolhem o visitante com carinho e atenção. Faz muito bem visitar esta cidade, nela renovamos as nossas energias. Entrando na pousada em que nos hospedamos, Calugi descobri logo um velho pilão. Quanta recordação me veio à mente. Do café torrado em fogão de carvão num prato de barro e depois pilado no pilão. Bazé uma senhorinha que papai  acolheu em nossa. Ela teve paralisia infantil e ficou aleijada tendo necessidade de usar muletas. Mamãe a encarregava de fazer esse trabalho, e como ela fazia esse trabalho com prazer, cantarolava o tempo todo, músicas e cantorias do seu tempo. E a paçoca que Munda fazia no pilão. Sabor de manjar, acredito. Eita pilão, você me trouxe saudades. Na varanda um jogo instalado que meus irmãos brincaram muito, especialmente Antônio Luiz era craque, ganhava todas as partidas, futebol de mesa. A diferença é que o jogo dos meus irmãos colocava em cima da mesa e quando terminava o jogo, juntava as duas partes e fechava. Para quem tem espaço pequeno é o ideal. Do hotel seguimos para o Engenho São Pedro, em busca da famosa rapadura, do picolé de rapadura e da cachaça famosa de Triunfo. Na subida paramos para visitar a casa do Papai Noel, mas erramos o endereço e entro na Casa de Pedra, Aromas e fragrâncias do Dr. Haroldo Paiva (advogado), mais conhecido por Ghandi, figura infalível no carnaval pernambucano. Perfeita semelhança. Ele nos recebeu muito bem e nos convidou para entrar e conhecer sua casa. A construção da casa toda em pedra foi ideia de sua esposa. Atuinoan e ao lado fica a lojinha com especiarias aromáticas e artesanato  produzidos por ela. Em conversa ele falou que nasceu em Juazeiro, nossa cidade, e que logo seus pais foram embora. Não tem noção de como é a cidade que lhe viu nascer. Mas, pretende visitá-la brevemente. Foi muito gostoso o papo que tivemos, a sua esposa muito atenciosa, me presenteou com uma plantinha de flores vermelhas. E encerrando a nossa pequena turnê, saindo da Pousada Calugi, acompanhada de minha irmã querida, Analuce, do seu esposo, Junior Caneca e do meu amado esposo, Daniel,  vejo passeando ao redor da piscina bem faceira uma lavandeira. Minha memória dá um giro e lembro quando criança as crendices que nos contavam, e uma delas era sobre esse passarinho que lavava as roupas de Jesus. Quanta inocência acreditar que era verdade. E pasmem, leitores que estão lendo esta coluna, eu acreditava mesmo!
Despeço-me desejando para todos dias felizes e um Carnaval com muita alegria e sem violência.
Fotos da Oficina Brennand e Instituto Brennand

Seu Valmir na feira de Caruaru
Fotos em Triunfo
          
Eu, Gandhi e sua esposa
Eu na Porta da Misericórdia na Catedral de Santo Antônio, Gaanhuns.



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