terça-feira, 21 de janeiro de 2014

A delicadeza de pessoas que me acolheram - Parte I

Quando estudante do Ginásio e do Normal recebi uma atenção especial das mães de minhas colegas quando participava das reuniões de equipes para execução dos nossos trabalhos. Muito delicadas, conversavam e brincavam com a gente, serviam merenda. Na realidade era um ambiente aconchegante que nos levava a trabalhar com mais produtividade. Vejamos as pessoas que me fizeram tanto bem!   

Dona Roquinha Tenório, mãe de Fátima Cruz, morava na Av. Dr.Floro. Os nossos encontros para estudos eram sempre no período da tarde. Fátima, muito inteligente, pegava com muita facilidade as explicações dadas pelos professores e nos repassava. Dona Roquinha, como boa anfitriã, nos recebia com alegria e o lanche não faltava, as saborosas bananas fritas na manteiga, açúcar e canela. Que delícia, senti o gostinho na boca!





Dona Nininha Pita, mãe de Cecília, sua casa ficava em frente à Praça Padre Cícero, vizinha da Farmácia dos Pobres. A turma muito brincalhona gostava de ficar na calçada com os olhos na praça, com a leve esperança de surgir um paquera, estudos que é bom, necas. Precisava de uma voz para nos alertar e quem nos chamava? Claro que era dona Nininha com um sorriso cativante nos lábios, pessoa muito alegre, nos advertia: “esqueceram de estudar?” Entra a turma para a sala e o clima de estudo se instala. Sua mãe muito simpática, dona Mariinha os cabelinhos brancos envolvidos num cocó presos por uma travessa de tartaruga. Assim a tenho na memória. O lanche que nos servia era um saboroso pudim com ameixas. As nossas despedidas feitas com abraços afetuosos dados por dona Nininha quando terminávamos as nossas tarefas. Criatura do bem. Saudades!

Dona Nenén Lopes, mãe de Glória, morava na Rua da Conceição, em frente ao prédio dos Correios. Dona Neném, muito religiosa, assistia à missa de 6h todos os dias na Matriz de Nossa Senhora das Dores. Fiel companheira de Lia Marques no Apostolado da Oração. Como colega e amiga de Glória diariamente passava em sua casa para que fôssemos juntas para o Ginásio Mons. Macedo. Na porta de sua casa, chamava por Glória e dona Nenén com sua voz bem mansa e agradável com sotaque pernambucano respondia: “Glória já está indo”. A amizade com Glória era sincera, uma amizade de irmã para irmã. Fui convidada por dona Nenén para passar umas férias em Recife na casa de suas irmãs, foram férias inesquecíveis. Quando terminamos o Normal, Glória buscou seu curso universitário em Recife, Assistente Social. Cursei a faculdade, no Crato, Pedagogia. Mas a amizade continuou, sempre que encontrava dona Nenén ela me dava notícias de Glória e dos netos. Dona Nenén, mulher batalhadora e humana, que tive o prazer de conviver com ela.

Dona Helena Oliveira, mãe de Maria D´arc, morava na Rua Pe. Cícero, próxima da Rua Carlos Gomes. Uma senhora muito dinâmica, enviuvou muito cedo, mas soube cuidar e educar sua única filha com muito amor. Conseguiu uma cadeira do Estado para ensinar. Alfabetizou muitas crianças e jovens nas imediações da cidade do Crato, no Sítio Buriti. Todos os dias pegava o ônibus e se dirigia a escola em que trabalhava para exercer o seu magistério. Ensinou na Escola Figueirêdo Correia, na época que dona Isabel Moura Leal a dirigia. Transferiu-se para a Escola São Rafael, cuja diretora era Vilani, e lá se aposentou. Não gostava de ficar parada e por isso abriu uma lojinha em sua residência com produtos da Avon. D´arc prestes a fazer o vestibular, dona Helena liga pra mim e me incentiva para que me inscrevesse no vestibular da Faculdade de Filosofia do Crato, no Curso de Pedagogia. Área escolhida por D´arc, e no caso se passássemos seríamos colegas e ela me daria carona. Não me entusiasmei muito, pois não estava preparada, trabalhava dois expedientes no escritório das Lojas Credilar, de propriedade de meu tio, Valdo Figueiredo. O tempo para investir nos estudos era insuficiente. Dona Helena tanto insistiu que resolvi atendê-la. Fiz minha inscrição e logrei êxito. E foi graças a ela que através de tanta conversa, de tanto exemplo e de tanta insistência a responsável pelo meu êxito no vestibular. Durante três anos acompanhei D´arc e o seu noivo, Almiro para a Faculdade, dona Helena confiava muito em mim. A ela o meu profundo respeito e gratidão.

Dona Salete Cruz Bezerra, mãe de Tereza Fátima, sua casa ficava na Praça dos Ourives, próxima da Estação Ferroviária. Minha aproximação com dona Salete aconteceu numa tarde de domingo, quando fui convidada por Tereza Fátima para conhecer o seu enxoval de noiva que sua mãe tinha comprado, nessa época nós estávamos noivas. Tereza de José Roberto e eu de Daniel. Tereza Fátima me apresentou à sua mãe, estava encabulada por ir bisbilhotar o seu enxoval. Enxoval esse que só pessoas abastadas tinham condições de adquiri-lo. Dona Salete muito simpática me recebeu com distinção. Falou que ficasse a vontade e nos deixou a sós. Tereza desempacota colchas, toalhas, bordadas com as iniciais, toalhas de mesa bordadas, um enxoval de primeira qualidade. Foi uma tarde bastante divertida. A partir desse dia dona Salete quando encontrava comigo me cumprimentava muito alegre. Uma simpatia recíproca. Quando Tereza casou e foi morar em São Paulo, nas férias quando vinha a Juazeiro trazia dona Salete até minha casa para jogar as conversas fora. Numa dessas vezes dona Salete admirou a quantidade de enfeites que eu tinha e disse: “minha filha, como é que você dar conta de tanta coisa pra limpar?” Caí na risada. Respondo agora para dona Salete: “Naquele tempo tinha disposição e gosto, hoje tenho o mínimo possível de enfeites, as extravagâncias de antigamente já não fazem parte da minha vida”. A dona Salete o meu agradecimento e admiração pela atenção que a senhora dispensa a mim e a Daniel e pelo trabalho manual que suas mãos habilidosas executa com tanta precisão. Parabenizo-a pelos lindos bordados que a senhora costuma fazer para presentear familiares e amigos.Um ano de muita luz.

Leitores amigos, uma semana abençoada e rica de graças de Deus!  

Mensagens recebidas sobre a coluna anterior:     
- Concita Gomes: isso é muito belo!
- Rosiana Oliveira: Parabéns Neuma.
- Linda Callou: Sou fã de um marido apaixonado...parabéns!
- Cleidinha Fernandes: Parabéns!
- Mirna Figueiredo: Parabéns!!!Mais não poderia ser diferente com os ensinamentos
- Neuma Toledo: Parabéns Neuma.
- Josimar Lima: PARABÉNS DONA NEUMA.
- Marluce Ferreira de Carvalho: Parabéns Neuma, estou quase sempre consultando sua coluna. Tive o prazer de ler o  livro que nossa saudosa professora e amiga Eunice Arraes escreveu e que você mencionou em sua coluna..Parabéns também ao casal que acho lindo!!!
- Marilourdes Macedo: Parabéns! Só temos a lhe agradecer,
que Deus continue iluminando seus lindos ensinamentos... Beijos da sua prima
- Valdelucia Costa: Parabéns querida Neuma. Você é um exemplo a ser seguido. Beijos
- Josane Cassia: Parabéns Neuma por ter o dom de ser culta e de transmitir sabedoria e carinho para todos nós. Abraços.
- Magdalene Boaventura: Parabéns pelo sucesso e obrigada por nos enriquecer com sua sabedoria. Um abraço.
- Stela Maris López Garcia: Boa Noite minha querida amiga! Há poucos minutos Luana me ligou dizendo que você já havia publicado na sua Coluna uma homenagem  a Heloísa, Isadora e Yolanda, relacionado as mensagens de Natal. Então, liguei o computador pra conferir, e não foi surpresa encontrar um texto bem escrito, porque esse seu talento já conheço! Mas sabe o que me surpreende é essa sua forma de nos surpreender!  Pois com esse seu olhar detalhista, típico de pessoas dotadas de um coração grandioso e repleto de amor ao próximo, você deixa marcado no nosso coração sentimentos que guardamos com muito carinho! Fiquei realmente muito comovida e emocionada! 
Então expresso o meu sincero e comovido agradecimento por tão lindas palavras! Simplesmente linda a homenagem as "três bonequinhas"! Obrigada! Como pais, plantamos a semente e  Deus é quem faz germinar!
Deus lhe abençoe!!


domingo, 12 de janeiro de 2014

Gestos de ternura. Lições de casa que foram aprendidas.

Diletos leitores, apresento-lhes hoje uma grande surpresa que recebemos na véspera do Natal, digo recebemos porque aconteceu num jantar de confraternização na residência de Stela Maris, cunhada de meu filho, Daniel Junior. Minhas netas, Heloísa e Isadora (filhas de Daniel Junior) e Yolanda, neta de coração, filha de Stela Maris, prepararam durante uma semana presentes que na ocasião do jantar iriam nos entregar. Nos postamos à mesa, aguardando o jantar. Silêncio. Surgem as três bonequinhas, como costumo chamá-las, cada uma com uma folha de papel nas mãos. Yolanda, a caçula da turma, leu uma linda mensagem de Natal que preparou às escondidas para não perder o sentido da surpresa. Em seguida Isadora leu com uma voz firme, um lindo versinho enaltecendo o nascimento de Cristo e por último, Heloísa, mensagem mais longa e com mais detalhes. É importante lembrar que cada uma criou à sua maneira e no final o resultado foi uníssono, versando sobre o nascimento de Jesus. Ficamos boquiabertos com o cenário e com o desfecho das leituras. Cada uma apresentou sua mensagem com muita desenvoltura, numa entonação perfeita. Essas cabecinhas pensantes nos prepararam um presente extraordinário. E não ficou só nisso, as três nos entregaram pequenos mimos, que qualifico como toques de ternura. Uma embalagem de presente e dentro uma cadernetinha para anotações e um cartão de natal. A capa da cadernetinha foi criação delas. E o mais importante de tudo isso é que compraram com dinheiro de seus cofrinhos. Para nós, avós, avó, pais e tia a conclusão que tiramos é  que a semente que plantamos encontrou um lugar fértil para se desenvolver. As lições que ensinamos para as crianças têm retorno com certeza. As imitações, os exemplos, as obrigações são produzidas e alimentadas com o despontar da sabedoria. Abaixo exponho as mensagens e os presentes que preparam e diga-se de passagem com muito amor e emoção.

Natal
Para ter um natal perfeito
Precisamos de muita alegria
Felicidade, amizade
Paz e amor

O natal não significa
Só ganhar presentes
O significado verdadeiro do natal é
O aniversário de Jesus Cristo
Por isso vamos comemorar o natal
Com o seu verdadeiro significado
Isadora López

O sentido do Natal 
Finalmente chegou o dia tão esperado, o momento de festejar essa data tão importante. Mas, vale lembrar que o natal não é comemorado pelo simples fato de ganhar presentes. É de extrema valiosidade que recordemos do verdadeiro significado do natal que é o nascimento do menino Jesus.
No dia do nascimento de Cristo sentimos o nosso coração bater mais forte, com uma emoção diferente. Além disso é muito bom no final do ano, quando renovamos as esperanças de que no próximo ano dias melhores irão surgir. Sem contar do prazer que é reencontrar familiares e amigos. No dia de Natal temos que guardar na memória apenas os bons momentos e esquecer as infelicidades e contrariedades que tivemos durante o ano. Afinal, temos que estar de cabeça erguida para enfrentar o ano que está por vir.
No natal, sim, ganhamos presentes, mas os mais importantes são aqueles que realmente veem do coração, ou seja, amor, carinho, afeto, perdão, compreensão e as mais valiosas: a fé e a esperança.
Heloísa López

O verdadeiro significado do Natal

  O verdadeiro significado do natal não está nos presentes. Claro que é muito bom ganhar presentes, mas o essencial é Jesus Cristo!!
 Muitas pessoas se preocupam em comprar presentes pra dar aos seus familiares e esquecem do verdadeiro significado do Natal ( No dia 25 de Dezembro nasce Jesus Cristo o Salvador do Mundo).
 Então vamos nos preocupar de estar com a família e sentir a harmonia do Natal! 
Carinho ....e amor
Feliz natal! 
E um próspero ano novo!
Yolanda López






Terceiro aniversário da minha coluna
Agradeço a vocês, leitores assíduos da minha Coluna que graças ao incentivo que tenho recebido,  entrou na escalada do ano III de existência. Brindemos por isso.

domingo, 29 de dezembro de 2013

O Legado deixado pela professora Eunice Arraes

Quinta-feira, dia 26, recebi um telefonema no final da manhã da amiga Fátima Arraes comunicando o falecimento da professora e amiga dona Eunice Arraes. Surpresa, espanto, desolação e tristeza se apossaram de mim. Na antevéspera do natal liguei para ela para lhe desejar um Feliz Natal. Notei em sua voz um pouco de cansaço, mas jamais imaginei que o seu falecimento aconteceria três dias depois. Ah! Dona Eunice como a admirava e a amava. O seu jeito dócil, sua fala pausada e baixa. E uma característica que fazia parte de sua personalidade: o gesto nobre de presentear os amigos. Quantos presentes recebemos, Daniel e eu. Os doces de banana, de maçã; as bijus que me presenteava e dizia sorrindo, “que eram a minha cara”. As toalhinhas de bandeja com crochê, lindíssimas. E o calendário de folhinhas da Editora Vozes com versos seus que foram selecionados. Porém o presente mais valioso foi o livro  contando a história da nossa vida em versos. Quando fomos à sua casa no dia 23 de março de 2011 para lhe felicitar pelo seu natalício a senhora nos recebeu cheia de felicidade. Com a alegria estampada em seu rosto foi logo nos dizendo: “que honra recebê-los hoje!” Respondi imediatamente: “não podíamos deixar de vir lhe abraçar no dia especial do seu aniversário. O dia de agradecer a Deus pelo dom da vida”. Ela riu com aquele sorriso matreiro, com um olhinho mais baixo que o outro e respondeu: “logo cedo acordei dando graças a Deus por minha vida. É  maravilho viver”. Entregamos-lhe os presentes. Fiz um mimo do Divino Espírito Santo e lhe presenteei dizendo: “foi feito por mim”. Ela agradeceu e disse: “vou colocar aqui nesta porta”. Realmente o colocou de imediato. Quando estive em sua casa no dia do seu velório, ele estava lá, pregadinho no mesmo lugar. Demoramos um bom tempo, colocando o papo em dia. Uma conversa de amigos verdadeiros. Não aguentando mais esperar, soltei sem preâmbulos a proposta que tínhamos para fazer-lhe. “Dona Eunice (sempre a chamei assim porque ela foi minha professora particular e não consegui perder o hábito), queremos lhe fazer um convite e nos sentiremos felizes com a sua resposta positiva. Trata-se de um livrinho para comemorar as nossas Bodas de Rubi, quarenta anos de uma união feliz contada em versos e a pessoa escolhida para fazê-lo foi a senhora”. Ela ficou emocionada, notamos em seu semblante espanto e um certo envaidecimento, mas nos respondeu calmamente: “vocês acham que tenho capacidade para atender este pedido?” Respondemos unânimes: “Com certeza, é a pessoal ideal”. Explicamos que queríamos que se baseasse no meu livro, Neuma uma mulher de fibra e de fé, que Daniel escreveu e me presenteou quando completei 60 anos. A resposta não foi dada imediatamente, pediu um tempo para degustar a ideia. Saímos confiantes que a resposta seria positiva. Após alguns dias nos ligou informando que aceitaria o desafio. Demos um prazo de quase um ano, pois a comemoração aconteceria somente em 9 de fevereiro de 2012, prazo suficiente para fazer sem nenhum vexame. No meado do mês de maio nos ligou avisando que tinha concluído o nosso livro, a nossa história. Não resistimos e fomos logo à sua casa, já estava nos esperando porque avisamos antes que iríamos. Muito organizada, como sempre, nos entregou numa pasta o manuscrito. Ah! quando li as primeiras estrofes as lágrimas deslizaram dos meus olhos, pois  estava diante de um sonho realizado, a concretização daquilo que imaginei. Com o manuscrito em mãos, dei início à digitação para encaminhar à gráfica. Quando concluí, Daniel levou para que ela fizesse uma revisão final,  e poucos dias depois devolveu. Guardamos com muito carinho, dentro de um baú até que chegasse o momento certo para levar para a gráfica. Estávamos no mês de junho, ela foi muita rápida para compor a nossa história. Minha sogra adoeceu no mês de agosto; muitas idas e vindas para médicos, hospitais, assistência integral a ela, entretanto o livrinho foi impresso em nossa casa para ver como ficaria e o guardamos, aguardando o momento de levar para a gráfica. Ei dona Eunice guardamos segredo, não queríamos que visse antes do evento, pois queríamos fazer-lhe uma surpresa. Recebemos da gráfica no dia 27 de janeiro de 2012, tempo suficiente para preparar os envelopes e enviar pelos Correios e outros para entregar pessoalmente. Dona Maria, minha sogra,  piorava a cada dia, mas teve o prazer de ver a nossa história impressa e como não estava em condições de ler, li para ela. No dia 9 de fevereiro de 2012, às 9 h, assistimos à missa  em ação de graças pelos 40 anos de nosso matrimônio, uma união perfeita na Basílica de Nossa Senhora as Dores, mesmo local onde nos casamos.  Lilia Boaventura, como Ministra da Eucaristia, comunicou para o celebrante, padre Monteiro, e ele mencionou no momento da leitura das preces a alegria e júbilo deste momento tão especial. Saímos da igreja e fomos até a sua casa para entregar cinquenta exemplares do seu primoroso trabalho. Gostou do formato, da capa e brincou conosco dizendo: “agora estou famosa com este opúsculo que fiz para vocês provando a minha amizade verdadeira e o carinho especial que dedico a vocês!” Ficamos orgulhosos de suas palavras sinceras. Foi dessa forma, apreciadores desta Coluna, a afeição e a convivência que desfrutamos com essa pessoa maravilhosa, a professora Eunice, e que Deus em sua infinita bondade lhe poupou de sofrimentos levando-a como um sopro ao convívio com o Pai e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Segue abaixo a história de nossa vida conjugal escrita pelas mãos angelicais de dona Eunice, manuscrito que guardo como relíquia.  









segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Antevéspera do Natal, uma reflexão primorosa

Natal

Meus caros leitores, aproveitamento o momento natalino, me abasteço com as luzes benéficas do Espírito Santo e encaminho para vocês esta maravilhosa mensagem sobre o Natal da psicóloga Sirley Bittu que nos leva a uma autoavaliação do que praticamos, como agimos e como devemos nos comportar. É um artigo revelador que me fez repensar os meus valores; ter uma melhor compreensão por atitudes recebidas, e a ruptura com o egoísmo; ser fiel, correto e humilde com todo ser humano. E foi isso que Jesus nos ensinou.


Generosidade e Amor 
 Sirley Bittú 

É Natal e na grande magia, que envolve esta época do ano, desperta dentro de alguns um potencial de solidariedade e compaixão, surgem as campanhas contra a fome e a miséria humana, renasce dentro de nós a esperança na humanidade e em sua generosidade. 
Muitas famílias passam juntas esta noite, pessoas perdoam-se mutuamente, desentendimentos são desfeitos, compartilha-se a emoção e a alegria que envolve a história do menino Jesus e a lenda do bom velhinho, tudo gira em torno do amor. É o aval que algumas pessoas precisavam para demonstrar seu carinho e sua gratidão às pessoas que querem bem.
A figura de JESUS simboliza a capacidade humana de ser humilde, generoso, de amar, compartilhar, preocupar-se com o outro e principalmente respeitar as pessoas, independente de classe social, ou mesmo das próprias crenças.
De forma geral, fomos educados dentro de uma concepção filosófico-religiosa onde aprendemos a valorizar o ser generoso, aquele que oferece toda a sua disponibilidade e bens para o outro, sem pedir nada em troca. 
Só podemos oferecer o que temos, a generosidade é uma capacidade emocional que se relaciona ao desprendimento e a autoestima.
Quando você oferece algo para alguém esperando algo em troca, isto chama-se na verdade investimento e, portanto, você não está dando nada; quando você oferece algo e cobra o pagamento, isto é venda e, desse modo, o outro tem direito de saber o que está comprando e qual o preço do produto para decidir se o quer ou não. 
ou quaisquer outras, tem como base o compartilhar de afetos, pensamentos, emoções, respeito mútuo e, portanto, não se trata de investimentos no sentido que coloquei anteriormente, nem de venda. É como a garota que gasta todo seu salário com um lindo presente para seu namorado e na noite de natal ele chega com um pacotinho de bombom e sente-se culpado por ter sido tão mesquinho. Na verdade, nenhum dos dois estava satisfeito e seguro da própria atitude, ela esperava algo mais substancioso, pelo menos mais próximo do esforço que fez para agradá-lo, enquanto deveria, na verdade, reavaliar seu modo de sentir-se passível de ser amada. Esta equação: tenho que oferecer muito para as pessoas perceberem como eu sou legal, e obviamente ser recompensada, são velhas companheiras conscientes ou inconscientes das pessoas que se acham generosas demais para este mundo cruel e mesquinho que não reconhece sua grandeza e generosidade. Na verdade, o centro desta questão é uma autoestima muito baixa, uma dificuldade de perceber o próprio valor.
Como isso é possível numa sociedade capitalista e competitiva como a nossa? Como sermos ‘bons sem nos sentirmos bobos ou nos tornarmos tirânicos?
Aprendemos com nosso desenvolvimento pessoal, que toda relação contém em si algum tipo de troca; buscamos ser aceitos em nossa forma de estarmos no mundo, sermos compreendidos em nossos motivos e principalmente, buscamos ser felizes. 
Ser BOM é diferente de ser BOBO, como também querer ser esperto também é diferente de ser generoso. 
E qual a diferença entre essas coisas? 
O diferencial está na capacidade de perceber-se e aceitar-se, de ser autêntico em suas atitudes, respeitando a si e ao outro. O bobo é aquele que na verdade não sabe do que é capaz e portanto não consegue perceber do que o outro é capaz, justamente por não ter real conhecimento da própria natureza (humana), coloca-se numa posição de total desproteção, tornando-se vulnerável. O esperto é aquele que está sempre tentando ‘levar vantagem em tudo’, mas sempre vestido de bom moço, ele é produto do entendimento equivocado da palavra generosidade. E, finalmente, o bom é aquele que sabe que não é bom nem mau e ao mesmo tempo é simplesmente o 'interjogo' dessas duas forças que existem dentro de nós e as quais procuramos, através de nossa maturidade emocional, aprender a manter em equilíbrio para nos relacionarmos de forma harmoniosa e feliz.
O advento da generosidade é algo maior que o poder econômico. Podemos ser generosos sem necessariamente termos dinheiro, podemos oferecer gratuitamente amor, atenção, solidariedade e principalmente respeito, aprendendo a olhar as pessoas que estão à nossa volta como seres humanos, não apenas enxergando seus defeitos, mas as suas qualidades e potenciais pessoais.
Vivam o Natal! Que a presença do Deus-menino tragam-lhes paz, harmonia e muito AMOR.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Regras para o bem viver

Chegamos ao segundo meado do mês de dezembro, últimos dias do ano de 2013, lanço a ideia de fazermos algumas pequenas mudanças na vida, uma pequena reciclagem para o ano de 2014. Ele está próximo de chegar, e é recomendável que ele nos encontre mais leves, serenos, tranquilos acreditando e buscando um porvir de dias melhores, graças a nova postura de comportamento, de ideais e de sabedoria. Busquei na pesquisa, intimei o Google e encontrei 30 regras para viver melhor. E as divido com  os amigos cativos desta Coluna para o conhecimento de vocês, acreditando que vale a pena tentar absorver um pouco dessa mensagem que é tão verdadeira. Tentemos então:
  
30 Regras para o Bem Viver:

01 – Dê mais as pessoas do que elas esperam e faça isso com alegria.
02 – Não acredite em tudo que você ouve, não gaste tudo que você tem, nem durma tanto quanto você queria.
03 – Quando disser "eu te amo" seja verdadeiro.
04 – Quando disser "sinto muito", olhe para a pessoa nos olhos.
05 – Nunca ria dos sonhos de outra pessoa.
06 – Em desentendimento, brigue de forma justa, não use palavrões.
07 – Não julgue as pessoas pelos seus parentes.
08 – Fale devagar, mas pense com rapidez.
09 – Quando alguém perguntar algo que você não quer responder, sorria e pergunte: "Por que você quer saber?".
10 – Quando você se der conta que cometeu um erro, tome as atitudes necessárias.
11 – Quando você perder, não perca a lição.
12 – Lembre-se dos três "R": Respeito por si próprio, Respeito pelos outros, Responsabilidade pelas sua ações.
13 – Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade.
14 – Sorria ao atender ao telefone. A pessoa que estiver ligando perceberá isso em sua voz.
15 – Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão de seus valores.
16 – Lembre-se de que o silêncio, às vezes, é a melhor resposta.
17 – Leia mais livros e assista menos TV.
18 – Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e olhar para trás, você poderá aproveitá-la mais uma vez.
19 – Confie em Deus, mas tranque seu carro e as portas de casa.
20 – Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante. Faça tudo o que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia.
21 – Em desentendimento com entes queridos, enfoque sua situação atual. Não fale do passado.
22 – Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade.
23 – Seja gentil com o Planeta.
24 – Reze. Há um poder imensurável nisso.
25 – Se você ganhar muito dinheiro, coloque-o a serviço de ajudar os outros enquanto você for vivo. Essa é a melhor satisfação para a riqueza.
26 – Lembre-se que se não conseguir algo que se deseja, às vezes é um golpe de sorte.
27 – Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele onde o amor de um pelo outro é maior que a necessidade de um pelo outro.
28 – Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que renunciar para alcançá-lo.
29 – Lembre-se que seu caráter é seu destino.
30 – Ame muito, perdoe sempre. Essa é a receita da felicidade.

www.cele.org.br

As regras abaixo foram criadas por mim e já aplico em minha vida, vejam se vale a pena imitar-me. Não custa tentar.


Regras para bem viver
- Sorria para Deus ao acordar, agradecendo pelo sono reparador.
- Levante animado, encarando o dia que irá enfrentar com alegria.
- Olhe para o firmamento e veja as nuvens, traz uma calma. Veja o que formam, imagine o que representam: animais, árvores, pessoas, flores etc.
- E o sol, astro rei que inunda de luz a terra; mensageiro que nos cumula de raios luminosos.
- Cultive e cuide de suas plantas elas inspiram paz, fluidos positivos e nos encantam.
- Observe e aprecie o céu inundado pelo brilho da lua e das estrelas.
- Sorria para as pessoas, independente de que as conheça.
- Um bom dia, boa tarde e boa noite saudações que fazem a diferença.
- Brinque, acene, segure na mão de uma criança, ela nos leva a Deus.
- Pratique atos de caridade, você vai se sentir tão bem.
- Visite pessoas doentes, elas precisam de apoio e de companhia.
- Dedique momentos para Deus, para agradecer, para pedir e para louvar.
- Pratique caminhada ou qualquer outro exercício físico, traz benefícios para a sua saúde.
- Lembre-se dos amigos, com uma ligação, um e-mail, uma correspondência eles são importantes, muito importantes.
- Curta uma boa música para relaxar.
- Descubra um hobby para fazer, ocupa o tempo e a mente.
- Fique calmo e tranquilo ao dirigir, procure não se estressar.
- Quando se estressar escreva, desabafe no papel, hábito positivo que leva para longe a raiva.
- Deite-se, relaxe, se espreguice sem pensar em nada, alivia a cabeça dos problemas.
- Viaje de vez em quando, fotografe, você voltará revigorado.

Até breve, desejo para todos uma semana enriquecida das graças de Deus.
  
MENSAGENS RECEBIDAS
Júlio Lima: Parabéns pelo resgate e registro importante de nossa história!

Concita Gomes: Quantas saudades daquele tempo bom .

Analuce Caneca: Viagem no tempo!!!! Bom demais!

Maristane Fernandes Macedo Pinto: Muito bom relembrar essas pessoas que fizeram parte da nossa infância.

Marcelo Leitão: Vivi essa época maravilhosa brincando com meus primos!! a noite jogávamos tijolos dentro dos ônibus do seu Chico Paladar, com os tijolos da construção da casa de Gilvanda, filha de seu Cazuza, que ficava vizinho a Tia Maroli, só de vingança porque ele parava os ônibus onde brincávamos de bicheirinha e bandeira! Tenho muitas estórias dessa época!!

Neile Norões: Maravilha de viagem. Gente que fez parte de nossas vidas e que nos foram importantes. Saudades.

Marluce Ferreira de Carvalho: Muito bom relembrar nossa infância, nosso passado...

Marilene Macêdo: boas e belas lembranças...!

Lúcia Macedo:  Prima querida só você para fazer um resgate tão preciso de pessoas que fizeram parte da nossa infância. Cheguei até as lágrimas! Vou guardar essas fotos com todo amor e carinho.

Mirna Figueiredo: Somente essa moça com toda meiguice que tem, é possível, trazer de volta a emoção de nossos entes queridos, a saudade e a felicidade de registrar e voltar as nossas lembranças, quero aqui deixar o meu muito obrigado por momentos que foram tão bem relembrados.

Antonia Berenice Salviano Silva: Belas lembranças. Viajei por esta rua, lembrando-me quando ia visitar tio Zé Branco e tia Elita, conheci alguns moradores também.

Valdelucia Costa: As lembranças nos levam de volta ao momento que vivemos. Parabéns!

Odinilia Casimiro:  Boas lembranças!

Feitoza Nonato: Parabéns pelo flash back, voltei há 30 anos atrás.


Célio Sousa: Parabéns Neuma pela linda homenagem a essa rua que também faz parte da minha história.