segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Despedida de minhas vizinhas amigas

Um fato excepcional me levou a escrever para a coluna Recordações, do Portal de Juazeiro. Durante anos alimentamos o sonho de morarmos em um local mais pacato, sem muito ruído e bastante calmo. O tempo foi passando, os pais de Daniel precisando dos nossos cuidados, deixamos de lado este sonho. Seu Zeca morreu e aumentou mais ainda a nossa responsabilidade com relação a dona Maria. Mesmo assim investimentos na compra de um terreno no bairro Novo Juazeiro. Após a morte de dona Maria, começamos a alimentar a ideia da construção da casa. O ano passado Daniel resolveu contratar uma empresa no ramo de construções de propriedade do engenheiro Lino e entregou-lhe a planta que ele mesmo tinha elaborado para a construção. Depois de tudo acertado, deu início a construção na segunda quinzena de dezembro. E hoje, estamos prestes a nos mudar. Vez por outra falava para minhas vizinhas que estávamos construindo uma casa no Novo Juazeiro e iríamos morar lá. Cultivei muitas amizades neste tempo todo de Rua Santa Rosa, a santinha amável que nos acolheu durante mais de 37 anos. Resolvi fazer uma tarde de lazer e ao mesmo tempo a minha despedida destas vizinhas amigas. Marquei então para o dia 28 o evento. Entreguei os convites antecipadamente, preparei lembrancinhas, uma mensagem e alguns objetos para sortear. Arrumei a casa do jeito que gostava de fazer e aguardei com ansiedade o dia do encontro. Surpresa. Minha casa ficou repleta de amigas. Vizinhas do início, como Salete; dona Maria e as filhas, Rosimar e Dulcimar; Auxiliadora (Dora) sobrinha de dona Lucy; Francisquinha; dona Lourdinha e Iranir. De pouco tempo depois: Inácia (Naná); Creusa; Fátima, que é minha prima. De 25 anos, dona Nazaré e sua filha, Mundinha. De Ivone e Isa, moram há 17 anos. Adriana e sua filha, Letícia; Ana Paula: Rosa, sua filha Sílvia e os netos João Lucas e Ana Luísa. E mais recente Maria, que antes morava na Rua do Horto e sua amiga, Toinha que foi minha aluna na Escola Maria Amélia. Também presente minha companheira de caminhada, madrinha Francisquinha (quando criança foi minha madrinha de São João) e sua vizinha, D´arc, colega do curso de especialização. Cercada de amigas, Daniel, Daniel Junior, Luana (nora), Heloísa e Isadora, netas iniciei o encontro agradecendo a todas que atenderam o meu chamado e falei assim:      
Caras amigas, o sentido deste encontro é para agradecer a todas vocês por me fazerem enxergar de alguma maneira o quanto Deus é providencial. Durante mais de 37 anos percorri este quarteirão passando em frente à casa de vocês. Algumas vezes apressada, outras vezes pensativa e outras vezes tão distraída que até deixava de cumprimentá-las. Mas o importante de tudo isto é que fomos felizes. Meus filhos quando crianças, brincando com os filhos de vocês. Foi uma infância feliz. Daniel, contou com a solidariedade de muitos de vocês quando perdeu seus pais. E mais recente quando descobriu que estava com câncer no rim, o seu único rim. As nossas orações e a de vocês foram ouvidas. Ele está curado. Especificamente no meu caso, muitas alegrias vivi aqui neste lugar. O nascimento de Daniel Junior. A comemoração de nossas Bodas de Prata em 1997, celebrada na Capela de São Vicente. A primeira visita de Mãe Rainha nesta casa em julho de 2000. A celebração da Santa Eucaristia em agosto de 2006, e foi utilizada uma mesa daqui de casa para servir de altar, o celebrante padre Paulo. E às visitas que fazia a tia Adelina, tia de Francisquinha, minha vizinha, amiga e comadre. Distraía-me todas as tardes lendo para ela, a vida dos santos, fazendo orações e rezando o terço. E por fim não poderia deixar de mencionar o Bazar Beneficente que realizei e contei com a presença de muitas de vocês. Entretanto, a vida nos proporciona mudanças. E resolvemos mudar de bairro. Iremos para o Novo Juazeiro, um bairro mais tranquilo. Para nós esta Rua já está muito movimentada, o tráfego é intenso e isto nos incomoda. E sem falar que esta casa agora é grande demais  para nós dois, pois nossos  filhos casaram e moram em casa própria.  Por isso, vamos nos mudar e esperamos a compreensão de todos.
                               
A flor da amizade

Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras. Ninguém sabe como conseguiu crescer e ser um sinal de vida no meio de tanta tristeza.
Passou uma jovem e ficou admirada com a flor.
Logo pensou em Deus. Cortou a flor e a levou para a Igreja.
Mas após uma semana a flor tinha morrido.
Passou um homem, viu a flor pensou em Deus, agradeceu e a deixou ali. Não quis cortá-la para não matá-la.
Mas dias depois veio uma tempestade e a flor morreu…
        Passou uma criança e achou que aquela flor era parecida com ela: Bonita, mas sozinha. Decidiu voltar todos os dias. Um dia regou, outro dia podou, depois fez um canteiro, colocou adubo…
Um mês depois, lá onde tinha só pedras e uma flor, havia um jardim! A criança foi sábia descobriu uma maneira bem simples de fazer a planta crescer.   
Assim se cultiva uma amizade… E uma amizade bem alicerçada, cultivada com atenção, carinho, manifestações de apreço jamais será destruída. É importante que se diga, o destino une e separa as pessoas, mas nenhuma força é tão grande para fazer esquecer pessoas que, por algum motivo, um dia nos fizeram felizes.
Um abraço carinhoso da amiga,
                 Tereza Neuma
                        28 de setembro de 2014

Memória fotográfica do evento:
  






















     

domingo, 13 de abril de 2014

O alvorecer e o crepúsculo com as garças

Caros leitores, hoje tem início a Semana Santa com o Domingo de Ramos. Tempo de recolhimento, de dar uma parada, uma pausa para meditar, procurando nos fortalecer com os ensinamentos de Jesus Cristo. O Cristo que veio ao mundo para nos redimir do pecado, doando a sua própria vida e ressuscitando dos mortos para nos salvar. Enaltecendo e proclamando as coisas belas criadas por Deus, aproveito o momento de reflexão para mostrar-lhes algo belíssimo que presencio todos os dias quando faço caminhada próximo do Centro de Apoio ao Romeiro. É o espetáculo das garças. É um show magnífico que não tem dimensão. Quando observo o movimento delas, a dança, os voos rasantes sou inundada por uma paz interior, um efeito indelével de alegria e satisfação. Amigos e leitores assíduos ou esporádicos desta Coluna, exponho nesta última edição, uma mensagem que marque este período em que estivemos juntos. Busquei nestes três anos e poucos meses trazer-lhes textos com informações, temas nostálgicos e de reflexões. Para mim foi um grande avanço, venci o medo, a vergonha de divulgar diante do público os meus escritos. Diante do exposto, só me resta dizer para todos Muito Obrigado, por este tempo que fomos parceiros. Estou indo para outras paragens, a inquietação me persegue e preciso descobrir ainda mais o meu potencial. Espero que apreciem o que lhes trago hoje e que sintam o bem-estar que a beleza e a singeleza destas aves pode proporcionar à medida que o olhar vai divagando e dimensionando para outros horizontes. É bem possível que sintam uma serenidade, um encantamento e uma verdadeira sintonia com Deus.
   As garças
A garça ave ciconiforme que habita áreas próximas a rios, lagos, praias, manguezais, poças de lama e estuários. A maioria das espécies de garças possui penas brancas cobrindo todo corpo e pescoço longo. Bicos longos e dependendo da espécie pode variar de cor. Medem entre 70 e 85 cm de altura. Pesam, em média, de 3 a 5 quilos de acordo com a espécie. Têm hábitos solitários, porém vivem em bandos na época da reprodução. Possuem hábitos diurnos, sendo que se recolhem nas copas de árvores altas no cair da tarde e a noite. A fêmea costuma botar, em média de 5 a 6 ovos. Nesse vai-e-vem, elas procuram sempre se acomodar bem. Lá de cima, em seus postos de observação, elas se dão conta de que a cada dia o pôr-do-sol é diferente. Às vezes ele é mais poderoso, vermelho, quente.  Em outros dias, é tímido, porém intenso. Mas é sempre muito lindo e mágico! Vivem em grupos e migram em pequenas distâncias para dormir. Alimentam-se de peixes de forma bastante ativa. Apreciam também insetos, larvas, caranguejos, anfíbios e pequenos répteis. Associam-se em colônias formando ninhais de outras espécies, o casal constrói uma plataforma de galhos secos sobre uma árvore, geralmente próxima a água, onde são postos, com 2 ou 3 dias de intervalo, de 3 a 7 ovos esverdeados ou verde-azulados que medem cerca de 43 por 32 milímetros cada um. Estes ovos são incubados pelo casal durante 25 a 26 dias e, quando nascem os filhotes, que são nidícolas, os pais fornecem-lhes alimento regurgitado. Em todo entardecer, faça chuva ou faça sol, nossas amigas garças nos presenteiam com sua leveza, graciosidade e delicadeza. De manhã bem cedinho elas partirão novamente em busca de alimentos por novos caminhos. E, ao fim do dia, retornarão ao ninhal para trazer no seu vôo, mais uma vez, o espetáculo de um novo pôr-do-sol. É o mistério do ciclo da vida.
Para todos uma Semana Santa de muita paz. Um beijo no coração!










Esta foto mostra Flores da paz cuja aparência é muito semelhante às garças.
MENSAGENS RECEBIDAS:

Um belo post, cheio de grandes exemplos, não podemos simplesmente viver de tecnologia, temos que lembrar das pessoas que fazem parte do nosso convívio e agradecer por fazerem parte de nossa vida. Destas pessoas, conheço dona Naná, uma pessoa maravilhosa e cheia de vontade de aprender e ensinar. "Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina" - Cora Coralina .
Tatiane Alves

Parabéns! Cada dia sua coluna com novidades ! Adoro!
Cleide Fernandes, Fortaleza 






domingo, 6 de abril de 2014

Almas perfumadas

O tempo voa, as lembranças afloram. O mundo é dinâmico e as mudanças acontecem rapidamente e por isso vivemos novos tempos. É isso aí, os tempos são outros como costumo dizer. Tantas mudanças e pessoas sensíveis como eu, ficam atordoadas diante de fatos e episódios que nos causam tristeza pela falta de cortesia, de educação, de ética, de gratidão e de amor. Minha trajetória continua com as observações, os questionamentos, as descoberta e os desalentos me fazendo estancar um pouco para refletir: “O que espero da vida?  – mais emoções, mais conflitos ou desacelerar do cotidiano e viver o possível cada dia, me desprendendo de tudo que me causa malefício. Nessas minhas buscas, caros leitores, descobri este belíssimo texto, me encantei e levo nesta semana para vocês.      

                            Almas perfumadas
                                                
Carlos Drumond de Andrade

Tem gente que tem cheiro de passarinho quando canta. De sol quando acorda. De flor quando ri. Ao lado delas, a gente se sente no balanço de uma rede que dança gostoso numa tarde grande, sem relógio e sem agenda.
Ao lado delas, a gente se sente comendo pipoca na praça. Lambuzando o queixo de sorvete. Melando os dedos com algodão doce da cor mais doce que tem pra escolher. O tempo é outro. E a vida fica com a cara que ela tem de verdade, mas que a gente desaprende de ver.

Tem gente que tem cheiro de colo de Deus. De banho de mar quando a água é quente e o céu é azul. Ao lado delas, a gente sabe que os anjos existem e que alguns são invisíveis. Ao lado delas, a gente se sente chegando em casa e trocando o salto pelo chinelo. Sonhando a maior tolice do mundo com o gozo de quem não liga pra isso. Ao lado delas, pode ser Abril, mas parece manhã de Natal do tempo em que a gente acordava e encontrava o presente do Papai Noel.

Tem gente que tem cheiro das estrelas que Deus acendeu no céu e daquelas que conseguimos acender na Terra. Ao lado delas, a gente não acha que o amor é possível, a gente tem certeza. Ao lado delas, a gente se sente visitando um lugar feito de alegria. Recebendo um buquê de carinhos. Abraçando um filhote de urso panda. Tocando com os olhos os olhos da paz. Ao lado delas, saboreamos a delícia do toque suave de sua presença soprando nosso coração.

Tem gente que tem cheiro de cafuné sem pressa. Do brinquedo que a gente não largava. Do acalanto que o silêncio canta. De passeio no jardim. Ao lado delas, a gente percebe que a sensualidade é um perfume que vem de dentro e que a atração que realmente nos move não passa só pelo corpo. Corre em outras veias. Pulsa em outro lugar. Ao lado delas, a gente lembra que no instante em que rimos Deus está conosco, juntinho ao nosso lado.

E a gente ri grande que nem menino arteiro. Tem gente como você que nem percebe como tem a alma Perfumada! E que esse perfume é dom de Deus.

Que sentimento maravilhoso, parece que estamos bem próximos dos amigos verdadeiros, querendo dizer para eles como sua amizade é importante e necessária. Como é divino compartilhar as alegrias, as tristezas e receber um colo, um abraço, um afago nos cabelos, silencioso, sem nada dizer, que sabemos a energia positiva que estamos recebendo.
Uma semana alegre e recheada de bênçãos de Deus. 

  

terça-feira, 1 de abril de 2014

A importância das pessoas em nossa vida

O gesto de solicitude, a alegria espalhada nos ambientes, o aperto de mão amigo, o abraço fraternal, hoje estão praticamente em desuso. Encontramos sim, jovens, crianças, adultos, envolvidos com seus celulares, tablets, a parafernália que invadiu o espaço e carregou para bem longe a conversa-fiada, o diálogo com os pais, a afetividade, a conversa na calçada com o vizinho. É, mas o que podemos fazer? Nada! Ir contra o progresso é loucura. Então, o que faço... Abro um parêntese em busca de lembranças de coisas, de pessoas, de fatos interessantes e me transporto para esse meu mundo e me vejo sonhando e aliviando a saudade de acontecimentos que me fizeram feliz. Assim, amigos leitores, foco nesta semana mais uma lista de pessoas que despertou em mim admiração através de gestos, de polidez, de simplicidade, de acolhimento e de carinho.
Dona Lourdinha Fernandes, esposa de seu Rolinha, mecânico de automóveis (especializado em eletricidade de bateria) que morara na Rua Santa Rosa, próxima da Rua São João, hoje Alencar Peixoto. Dona Lourdinha foi a primeira pessoa do meu conhecimento a vender picolé caseiro. Seu Rolinha avesso a comprar qualquer objeto fiado, não aceitava de forma alguma, comprava sim, quando tinha o dinheiro pagando na hora. Contrariando a sua ordem, meu pai, Lulu, proprietário da Lojas Credilar, mandou uma geladeira para sua casa. Ele para não fazer feio, embora contrariado pediu a dona Lourdinha que fosse acertar como deveria pagar. Ela não se fez de rogada, combinou o pagamento em um prazo extenso, mas, muito viva, inventou de fazer e vender picolé feito nas forminhas da geladeira. A propaganda boca a boca dos picolés de dona Lourdinha foi rápida. A clientela foi aparecendo de toda redondeza. A criançada aderiu de imediato. Vários sabores eram feitos, porém o mais apreciado era de coco. Ai que delícia, sinto o sabor neste momento. O picolé era quadradinho e no centro um palito para segurar. Em conversa com suas filhas, Francislê e Francilourdes elas contaram que no prazo de três meses sua mãe quitou a geladeira só com a venda dos picolés. Dona Lourdinha alegrou muito a criançada com seus saborosos picolés e se alegrava com a presença de amigos em sua casa. 

Seu Francisco de Assis, mais conhecido por seu Assis, motorista dos ônibus de propriedade de seu José Firmino Tenório e posteriormente com a venda dos ônibus para a família Lobo passou a integrar o quadro de motoristas da Empresa Lobo. Conheci seu Assis quando trabalhei na Escola Dona Maria Amélia, localizada na Av. Castelo Branco esquina com Rua São Benedito. Por ser distante a escola de minha casa tinha que utilizar este meio de transporte em vários horários. Uns dias pela manhã e noite, outros dias tarde e noite. E ficava a observar o tratamento que seu Assis distinguia para os passageiros. Era sempre cordial, delicado com os mais velhos e tinha muita paciência, esperava muito calmo que subissem com tranquilidade. Com um sorriso nos lábios recebia as crianças com gestos e brincadeiras. Parava algumas vezes até fora do ponto para receber um porta comida que levava para o destinatário. Durante quase vinte anos de viagens nesses ônibus seu Assis me cativou pela sua postura no exercício da profissão. Exímio motorista, carismático com os passageiros, principalmente com as crianças e os idosos. Numa conversa que mantive com ele e com sua filha Teresa, descobri que nunca bateu em nenhum carro e nem provocou acidente no volante. Como seria bom que todo motorista tanto amador como profissional seguissem o exemplo de seu Assis, como seria diferente o que presenciamos diariamente. O respeito não existe mais, cada qual quer ser o primeiro e não pensam nas consequências e o que podem provocar. Parabéns seu Assis, pelo tempo que trabalhou com dignidade e amor à profissão.

Inácia Gomes ou simplesmente Naná. Professora de bordado, crochê, tricô, vagonite, ponto de cruz, biscuit, digo que ela é professora de muitas facetas, ou melhor, para todos os gostos. Tenho uma profunda admiração por essa pessoa simples, alegre, prestativa que já venceu muitas batalhas e essas batalhas vencidas todas por seu mérito e vontade de crescer. Apesar de uma prole numerosa, não desistiu de estudar, fez o Madureza Ginasial na antiga União Beneficente, localizada na Rua Carlos Gomes próxima da Prefeitura. Devido ao seu empenho foi escolhida para monitorar cursos de trabalhos manuais das Linhas Círculo durante muitos anos. Várias exposições foram apresentadas dos trabalhos feitos pelas alunas. Insistiu novamente nos estudos e concluiu o Normal Pedagógico na Escola Normal e logo em seguida, o 4º Normal. Graduou-se em Teologia e no momento está cursando Pedagogia. Como professora temporária ensina na Escola Cícera Maria dos Santos em tempo integral. Fui sua aluna em ponto de cruz e vagonite, e ultimamente tive uma rápida aula sobre biscuit. Somos vizinhas de muitos anos, vi seus filhos crescerem e partirem para São Paulo em busca de um futuro melhor. Os sete filhos conseguiram bons empregos e já possuem casa própria. É uma pessoa vitoriosa e muito feliz em transmitir para quem não sabe os seus conhecimentos e ensinamentos. É uma pessoa dócil, amiga e sabe muito bem cultivar amizades.

Jacira Almeida, prima de Daniel por parte de dona Maria. Sua mãe, Ernestina, era irmã de dona Maria e gostava muito de Daniel e de mim. Frequentava muito nossa casa e tinha atenção especial por Michel. Daniel Junior não chegou a conhecê-la, ela faleceu próximo do seu nascimento. Jacira, morou um bom tempo com sua tia, dona Maria, e por esse motivo tinha um amor especial pelos primos. Daniel quando a gente namorava  sempre me levava para visitá-la na Rua Santa Luzia. O papo muito descontraído e gostoso. Um certo dia tive uma séria discussão com Daniel, praticamente terminamos  o namoro, mas o que fiz: recorri ao auxílio de Jacira, para que ela intermediasse com seu primo e não levasse a sério a nossa desavença, e graças a ela sou casada com Daniel  e sou muito feliz. Ela e Pepeu, seu esposo foram as testemunhas do nosso casamento religioso e também apadrinhou o nosso segundo filho, Daniel Junior. Somos amigas e comadres, e dedico-lhe um carinho especial.

Dona Mocinha, seu nome verdadeiro Vicentina Gomes do Nascimento, vendia bombons num carrinho de madeira em frente ao Posto Monark de propriedade de seu Nino, loja que vendia bicicletas e materiais afins. Lembro de dona Mocinha, senhora muito simpática e risonha quando ia ou voltava do trabalho na Lojas Credilar. Comprava balas Piper, balas de cevada e maçãs. Que maçãs saborosas vindas da Argentina embrulhadas com o papel de seda roxo. O cheiro impregnava na caixa e o gosto da maçã era delicioso, diferente do gosto das que compramos hoje. Fiquei emocionada quando a encontrei na Paróquia do Sagrado Coração de Jesus, no dia em que minhas netas receberam a primeira Eucaristia. Veio à tona naquele instante as minhas idas e vindas do trabalho; o seu cantinho reservado na loja de seu Nino e a minha juventude em minissaias que usava nessa época.
Viver é saber, ou pelos menos tentar dar valor a tudo aquilo que expressa alguma importância. Valorizar pessoas, trabalhos, artes, culturas etc. imbuídas em seu mister. E foi com esse pensamento que relacionei a importância de algumas pessoas em minha vida.
Uma semana maravilhosa, pródiga de bênçãos de Deus.
    

domingo, 23 de março de 2014

Ensinamentos da vida

A vida nos ensina muito, mas mesmo assim cometemos deslizes, topadas, grosserias, negligências e o pior de tudo, calar a boca nem pensar, para não dar margem à admissão do erro. Perdemos muito agindo assim, porque nos estressamos, perdemos a paciência e surge de repente uma terrível dor de cabeça. Tenho aprendido um bocado neste tempo que já vivi. Exemplos: Costumava explodir quando era quebrado um copo com geleia, imaginem a meladeira no chão e os cacos de vidro espalhados. Colocava as mãos na cabeça e gritava, pensando eu que resolvesse o problema. Outro fato que me deixava brava era quando o leite derramava no fogão quando fervia. E esquecer objetos nos lugares me deixava desesperada, além de tudo, o prejuízo. Atualmente minha atitude é outra. Fico calma, não preciso nem contar até dez, imediatamente relevo e limpo tudo sem reclamar. E quanto aos objetos que esqueço, lembro do itinerário percorrido e volto aos lugares que passei e sempre os encontro. E se por acaso não os encontrar, não vou ficar triste e nem me estressar. Para quê?  Prejudicar minha saúde com bobagens, já foi do tempo, hoje estou agindo bem leve. É bom demais.

Achei bem interessantes estes dois textos que complementam o que lhes falei, caros leitores.
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A outra porta
Talvez isso já tenha acontecido com você, pois é uma cena muito comum em  shoppings e condomínios.
Você chega para apanhar o carro, geralmente com pressa, mas outro veículo está estacionado bem ao lado do seu, impedindo você de abrir a porta e entrar no carro.

O que fazer, então?
Xingar, chamar o irresponsável e dizer-lhe umas verdades, brigar com o porteiro, com o síndico, ou chutar os pneus do veículo infrator...
Essas talvez sejam as atitudes mais comuns. Mas será que resolvem o problema?
Ou será que acabam azedando ainda mais o seu dia e provocando um atraso maior aos seus compromissos?
Embora para muitos de nós as reações violentas sejam as que brotam mais facilmente, é importante pensar em soluções, em vez de nos debatermos e piorar a situação.
Indignados com o motorista descuidado que bloqueou a porta do nosso veículo, provocamos uma guerra de nervos.
Mas uma guerra que acaba só com os nossos próprios nervos, pois o infrator talvez esteja dormindo ou fazendo suas compras calmamente...
Nesse caso, não seria melhor pensar um pouco e buscar uma solução para o problema?
Quando desejamos solucionar o problema em vez de encontrar e punir o culpado, nós acharemos outra saída, ou melhor, outra entrada...
Há uma porta do outro lado do veículo, a porta do passageiro. Que tal entrar por ela? Dá um pouco de trabalho, mas dá certo.
Seria uma solução inteligente. Resolveríamos o problema e pouparíamos os nossos nervos.
Figuradamente, em todas as situações da vida há sempre uma outra porta, uma outra janela, uma outra saída...
Basta que desejemos encontrar as soluções e não os culpados.
O que geralmente nos paralisa e nos embrutece diante de situações difíceis, é o orgulho.
O orgulho é sempre um mau conselheiro, em todas as circunstâncias.
O orgulho sempre sugere que isso não pode ficar assim, que é preciso dar uma lição no responsável pelo problema, que é preciso revidar, tomar satisfação, brigar.
Já a sabedoria aconselha: saia dessa, busque a outra porta, não vale a pena declarar guerra, você também erra, e quando isso acontece você deseja o perdão e a indulgência.
A sabedoria diz: vá em frente, não detenha o passo. A sua irritação não solucionará problema algum. Aja com inteligência, não reaja. A reação é própria dos irracionais.
Optar entre os conselhos do orgulho ou os da sabedoria, cabe exclusivamente a você, e a ninguém mais.
Assim, lembre-se sempre que tornar as coisas mais difíceis ou facilitá-las, é uma decisão sua. Só sua.
E facilitar pode ser exatamente dirigir-se à outra porta, abri-la, entrar, dar partida e tocar em frente, sem irritação, nem aborrecimentos desnecessários.
Pense nisso!
Os rios, caudalosos ou não, diante dos obstáculos desviam seu curso, superam barreiras e seguem seu caminho, levando em seu leito inúmeros benefícios por onde passam.
Você, mais do que os rios, traz em sua intimidade mil maneiras de contornar obstáculos e solucionar problemas, com sabedoria.
Se a vida lhe impede de entrar por uma porta, abra outra. Contorne os obstáculos, vença os desafios. Você é capaz.
Pense nisso!
Texto da Equipe de Redação do Momento Espírita.


Ser feliz ou ter razão?

Oito da noite, numa avenida movimentada. O casal já está atrasado para jantar na casa de uns amigos. O endereço é novo e ela consultou no mapa antes de sair. Ele conduz o carro. Ela orienta e pede para que vire na próxima rua à esquerda. Ele tem certeza de que é à direita. Discutem. Percebendo que além de atrasados, poderiam ficar mal-humorados, ela deixa que ele decida. Ele vira à direita e percebe, então que estava errado. Embora com dificuldade, admite que insistiu no caminho errado, enquanto faz o retorno. Ela sorri e diz que não há nenhum problema se chegarem alguns minutos atrasados. Mas, ele ainda quer saber: 
- Se tinhas tanta certeza de que eu estava indo no caminho errado, devias ter insistido um pouco mais... E ele diz: - Entre ter razão e ser feliz, prefiro ser feliz. Estávamos à beira de uma discussão, se eu insistisse mais, teríamos estragado a noite!
Devemos ter humildade e simplicidade, pois quantos de nós gastamos energia apenas para demonstrar que temos razão, independentemente de tê-la ou não. E você, quer ser feliz ou ter razão?

Extraído do Informativo da Comunidade Paroquial da Paróquia de N. Sra. de Lourdes  
PASCOM (Pastoral da Comunicação).

Para todos uma semana feliz, e aproveitem bem os feriados com as bênçãos de Deus!